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A Viagem do Peregrino da Alvorada

Esse filme tem mais de dois problemas relacionados com a deturpação da mensagem que tenta ser passada no livro. Estamos acostumados com o uso de elementos de livros sendo  usados para se "montar” uma história diferente da que é proposta na história original, infelizmente os responsáveis pela produção cinematográfica de “A Viagem do Peregrino da Alvorada” deturparam levemente questões que eu vejo como importantíssima: 1- A personificação do mal foi toda colocada sobre a não-estou-no-livro névoa verde. Sempre que os personagens sofrem algum tipo de tentação, que suas dúvidas, medos e ambições são colocados frente a frente com sua fé (ou com alguma coisa que o filme tenha colocado equivalente a isso como coragem, moralismo ou boas maneiras)  aquela personificação do mal está presente. A impressão que eu tive foi a de que quem colocou a não-estou-no-livro névoa verde não acredita que o mal esteja dentro das pessoas, passíveis de erros e sujeitas às suas pr...

Chateações de um Chateau

Aquela garrafa já estava cheia. Já estava cheia justamente por ainda estar cheia, pois ainda não havia sido consumida. Só ia sendo consumida a sua paciência, levada pelo tempo. E o tempo se arrastava lento naquela velha adega. A garrafa, originada da vinícola francesa Chateau D’Arignac, safra de 1807, já não podia agüentar a espera... o ócio... o envelhecer. A cada passagem de ano – e foram muitas – podia ouvir o estalar das rolhas, alegres, festivas, e o canto do vinho que deslizava nas taças sóbrias de cristal para serem degustadas sob brindes recheados de esperança. Garrafas eram abertas também em cerimônias políticas e bailes da mais alta sociedade. Mas não esta garrafa, que tinha a rolha entalada na garganta. O seu valor, em sua concepção, era sua maldição. Já tinha perdido seu orgulho, seu sonho antigo, da época em que era apenas um tanto de uvinhas grudadas à parreira, sonho de ser aberta em ocasião de grande tratado de paz, ou cerimônia importante e cheia de pompa. Já...

As Crônicas de Nárnia

Eu não tenho mais 13 anos. Mas ainda sim estou surpreso e emocionado com a série de C.S. Lewis: As Crônicas de Nárnia , cada livro com uma abordagem maravilhosa do reino de Deus, eu ando sem inspiração pra escrever sobre as coisas mas eu gostaria de deixar minhas mais sinceras recomendações à série que pode(ou podia, na minha época) ser comprada no submarino por um preço abaixo do que ela merece. O Sobrinho do Mago me inseriu no mundo recém criado e me fez perceber o quão bom era Nárnia em comparação com nosso mundo, e como o nosso mundo poderia perecer através da maldade e da ambição, a macieira narniana no final do livro, o mundo destruído e morto de Charn e o bosque entre os mundos foram as coisas que mais me marcaram no primeiro livro da série. O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa por ser o primeiro da série escrito por C.S. Lewis nota-se (e essa opinião veio do comentário que o @ZeBokinha fez ontem numa conversa comigo) o quão decidido ele estava em escrever algo para crian...

O mif, o sonho e a saída.

Hoje estou vendo as nuvens passando rápidas demais no céu e não estou evitando a sensação estranha que tive desde que acordei às 10 pras 6 da manhã de que o ano acabou, e saíram da igreja que eu congrego dois pastores que eu gosto. No sonho eu e minha turma de escola dominical  éramos confrontados por um desses pastores que estava na iminência de sua saída perguntando quando é que deixamos de tentar ser santos como Deus nos chamou a ser. Você precisa ser santo Ruither como Jesus foi, lembra? Eu tento ler um pouco de Bíblia todos os dias, e enquanto escrevia isso aqui resolvi fazer minha leitura, o primeiro versículo vem como um aviso que eu gostaria de transmitir a todos: Hebreus 2:1 Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos. Meu abraço aos pastores Joer e principalmente ao amigo pastor Roosevelt, cuja gratidão por ter sido uma ferramenta de ensino de Deus é imensa.

We don't need NO education

Estava aqui agora imaginando uma roda com uma engrenagem e vários pequenos postes horizontais, tipo dos moinhos de cana de açúcar que os bois puxavam, mas aí eu coloquei homens de terno no meu pensamento para empurrarem essa roda, que fica sempre girando e girando, a cada volta uma mão gigante sem corpo, entrega uma moeda dourada para um trabalhador que passar por um determinado ponto, antes de chegar nesse ponto eles estão tristes e cansados, depois que ganham a tal moeda ficam muito felizes durante alguns segundos, depois voltam a ficar tristes, passando a maior parte do tempo assim, até que novamente recebem a moeda. Todos esses trabalhadores fazem isso há tempo demais, e não se lembram de quando começaram. Ligado a este "moinho" fica uma vitrola com boca gigante que fica falando sem parar: BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, BLA, ...

Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus. Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesu...

João ou José, mas acho que é José.

Não sei quantos anos ele tem mas há 10 anos mexe com isso e eu o admiro de um jeito meio invejoso. Não que eu quisesse passar os próximos 10 anos da minha vida numa casinha quente de 1m² de pé, mas existe um certo charme em certas profissões como Chaveiros, Carteiros, Vendedor de Varinhas(exclusividade do universo Harry Potter), vendedores de livros, monges que apesar de não se enquadrarem como profissão também são muito legais e algumas outras que eu não estou me lembrando agora. Cada uma merece uma sociedade secreta exclusiva e tiveram seus representantes no universo do cinema e literatura, lembro-me do chaveiro de Matrix, Reloaded e do dono da livraria onde Bastian de "A História Sem Fim" se escondia antes de mergulhar no mundo fantástico do cachorro voador(dragão da sorte, sim, eu sei). Eu já devo ter exposto isso a vocês, mas no centro aqui de Goiânia temos um lugar para apanhar as correspondências cujos destinatários não foram encontrados, quem me atendeu foi um velh...