Pular para o conteúdo principal

Tentei desvendar o mistério dos teus olhos, mas quanto mais eu os observava, mais profundos ficavam, assim também seu mistério. E como, porventura, haveria eu de desvendá-los, se logo abaixo estava tua boca, dilacerando qualquer raciocínio, qualquer possibilidade de aflorar-se o lógico? E estavam lá, os olhos, a boca, num complô contra minha mente simplória, minha feiúra quasimodiana, meus olhos rudes. Então decidi apenas contemplar-te, sem entender-te, sem desejar-te – com qualquer tipo de perspectiva – e deixei-me engolir por teus olhos indiferentes.

Comentários

Postar um comentário